‘P’ SUL
Memorial dos Hominídeos Candangos
“Bem melhor que mudar do ‘P’ Sul
é mudar o ‘P’ Sul pra melhor
Verdadeiro postal cidadão
povo ordeiro, maestral união”.
(BANDA PURO SOM, O Hino do ‘P’ Sul)



 





            Com tantas conquistas, personalidades e histórias peculiares, é difícil apontar no DF “um bairro mais bairrista que o ‘P’ Sul. Pois foi justamente no seu barro, ou melhor, no subsolo que arqueólogos do IPHAN “acharam” os vestígios (líticos) dos primeiros habitantes não só de Brasília, mas de todo o Planalto Central (o que nosso proto-historiador Paulo Bertran chamaria de o “berço do homem cerratense”). O curioso é que foi justo nesta área que o GDF achou de instalar uma Usina de Incineração e Lixo Especial (a famigerada e fedorenta U.I.L.E.), o que nos remete obrigatoriamente àquela letra do grande “poeta do rock candango”, que “há tempos” já profetizava: “vamos jogar de volta o lixo em cima de vocês!".
            Mas nem só de pré-história vive o ‘P’ Sul, pois foi mirando no exemplo democrático lá de Atenas que a Prefeitura Comunitária resolveu inovar, realizando em 12 de setembro de 2004, as “primeiras eleições diretas e facultativas para vereador voluntário” da História de Brasília e do Brasil. Isto ocorreu porque a sua comunidade é conhecida pelo elevado grau de consciência política e mobilização social, o que já resultou na escolha de um deputado federal e outro distrital, além de um grande número de melhorias e equipamentos comunitários.
            A sua história setorial propriamente dita está inserida no contexto da “política habitacional da Ditadura Militar”, que tinha toda essa “zona Oeste de Brasília” como um natural e “escondido” desaguadouro de invasões que se instalassem próximas aos palácios de Niemeyer. E assim como a “remoção da Vila Sarah Kubitschek” originou as QNA de Taguatinga em 1958, seguiu-se a “remoção da Vila IAPI” para as QNM de Ceilândia em 1971; até a formação de uma “QNP rachada” - pelas “erosões” - que segregaram a parte Norte (quadras ímpares) da parte Sul (quadras pares).
            As conquistas que o ‘P’ Sul alcançou até hoje se deram pelo alto grau de participação que vêm caracterizando a comunidade local ao longo de sua história, com a constituição de entidades sociais e a mobilização pela melhoria do setor. Dessas mobilizações sociais foi que o ‘P’ Sul alcançou o nível de urbanização e infraestrutura atuais, sem contar no exemplo de cidadania e autoestima que a cada dia vem se firmando entre os mais jovens.
            O ‘P’ Sul foi entregue oficialmente a partir da 2ª quinzena de setembro de 1979, quando houve a distribuição das primeiras casas (sendo que os seus 12.017 lotes residenciais já estavam construídos há um ano), mas que devido à drenagem das erosões, só nesta data é que foram entregues pela SHIS. O setor é composto de 14 quadras residenciais “pares” (QNP 10 a 36), sendo que sua habitação teve início pelas QNP 18 e 20; depois houve a entrega das “casas complementares” (de cintas e lajes pré-moldadas), financiadas pela Caixa Federal nas QNP 10, 12 e 36; enquanto que em 1989 veio o assentamento dos 932 lotes nas QNP 22 e 24; que conta com 17 escolas públicas (o CEE 01; as EC 43, 44, 45, 46, 47, 48, 50, 52, 57; os CEF 13, 14 e 18; o CED 06 e o CEM 10; e a EC 67 do Pôr do Sol).
Pelos números do último Censo, a população do ‘P’ Sul era de 61.612 habitantes, para uma população geral da Ceilândia de 343.694. Todavia, se forem consideradas as novas comunidades oriundas do Grande ‘P’ Sul – que engloba o Pró-DF, as Casinhas da 40 (QNN 28 à 40) e o Condomínio Pôr do Sol - sua população atual ultrapassa os 100 mil habitantes.
Os Achados Líticos do arqueólogo Eurico Miller (sob a guarda do IPHAN) podem ser considerados os “primeiros documentos da (pré)história local”. O seu aniversário é tradicionalmente “comemorado” entre as festividades da Chegada da Primavera e do Dia das Crianças, uma vez que sua data de fundação é setembro de 1979.
LIVRO: “A Ceilândia Hoje” disponível em www.oclubuedosom.com.br/memoriaviva/htm

Comentários

História

"O Setor P Sul, implantado em 1979, está organizado por uma estrutura geométrica regular, similar ao desenho original de Ceilândia. O Setor P Sul ocupa cerca de 331 hectares, com 12.017 lotes, ou seja, 36,3 lotes por hectare. Entretanto, quando este setor foi implantado já se buscava aumentar a densidade da ocupação urbana de Ceilândia e, a exemplo do Setor O (1976) e do setor conhecido como Guariroba (1977), reproduziram o padrão de organização espacial da malha urbana original e ao mesmo tempo aumentaram o número de lotes por unidade de área. Nesta fase, a SHIS ainda concentrava a produção das unidades habitacionais dos assentamentos urbanos promovidos pelo poder Público.

Aproximadamente em 1998, começou-se um movimento de fracionamento e vendas das chácaras que estavam ao redor do Setor P Sul. Este movimento fez com que várias casas fossem construídas ao redor das antigas moradias. Sob a égide de condomínios, surgiram vários ao redor do P Sul. A região costuma ser denominada popularmente como Condomínio Pôr-do-sol, apesar de cada conjunto ter adotado ou não nomes diferentes, como Sol Nascente, Setor Agrário do P Sul e outros. As condições ainda são precárias nestes lugares, mas a tendência é a regularização, como vem ocorrendo em outros condomínios horizontais no Distrito Federal.

Setor P Sul, ou simplesmente P Sul, como é conhecido, é um bairro da região administrativa de Ceilândia, no Distrito Federal. Compreende as quadras pares QNPs 10, 12, 14, 16, 18, 20, 22, 24, 26, 28, 30, 32, 34 e 36, a ADE - Área de Desenvolvimento Econômico (área comercial e industrial) e, mais recentemente, os setores residenciais popularmente conhecidos como Condomínio Pôr-do-sol. É composto de cinco avenidas paralelas que o entrecortam do sentido leste a oeste, nomeadas P1, P2, P3, P4 e P5. É ao final da avenida P4, entre as quadras 24 e 28 onde se localiza o terminal de ônibus do Setor P Sul."

Fonte:http://psulonline.com.br/historiadopsul.html

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